quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

LOTHAR DI GROTTAMMARE

 
 







 
 Imagem do site do Club Español de los Molosos de ArenaO Mastim (Mastino) Napolitano é uma raça bastante antiga, sendo citado por grandes oradoras da Roma antiga, como Columela, que assim caracterizava o ‘bom cão guardião’: "cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..." No entanto, apesar de ser citado por muitos historiadores ao longo da história, a origem precisa da raça continua sendo um assunto bastante controverso.
Alguns historiadores afirmam que os Mastins seriam descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Índia e havia levado para Roma. Outros acreditam que a raça seja descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos e outros ainda afirmam que a raça tenha sido originada do cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos, quando eram usados não apenas para a guarda de propriedade, mas também pelos exércitos como cães de ‘guerra’, sendo importantes auxiliares das legiões.
Mas, de maneira geral, todas as correntes acreditam que o Mastim colaborou para a constituição de muitas outras variedades de molossos, como o Rottweiler e o São Bernardo.
Apesar da antigüidade, o Mastim Napolitano só foi reconhecido oficialmente como raça bem mais recentemente e esse feito deveu-se, especialmente, ao trabalho de seleção do escritor Piero Scanziani, que interessou-se pelos cães apresentados na 1ª Exposição Canina em Nápoles. Foi ele quem iniciou um trabalho de seleção e em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça, cujo padrão definitivo foi fixado apenas em 1971.


na4.jpg (10789 bytes)De boa índole, especialmente com os donos, a quem é extremamente leal, o Mastim Napolitano é um cão que sempre foi utilizado para a guarda, função na qual se consagrou por exercê-la de maneira bastante equilibrada.
Seu aspecto físico contribui bastante para este sucesso. Sua cabeça, considerada a maior entre todas as raças caninas, tem um aspecto muito particular e no conjunto, seu crânio extremamente largo e achatado, focinho muito grosso e curto, formam a aparência de "gigante feroz" de expressão carrancuda que caracteriza o estereótipo da raça.
Não costuma latir desnecessariamente, mas se o faz, o efeito é realmente atemorizante e na mesma lógica, não é um cão que apenas ‘ameace’ um ataque.
A boa convivência com os Mastins deve ser construída pelos donos desde cedo, com aulas de socialização e obediência. Segundo criadores, o Mastim não deve receber adestramento para ataque, uma vez que instinto natural já o qualifica para a função.
Segundo o padrão da raça, o Mastim deve ser um cão dócil, realmente apegado ao dono e à sua família. Apesar de ser considerado muito paciente com as brincadeiras infantis, em razão de seu porte físico, é sempre importante que o contato seja supervisionado. É um cão que apesar de seu tamanho avantajado, é extremamente afável com os que conhece e para seu bom desenvolvimento emocional, necessita de contato com as pessoas.Imagem da coleção Nossos Amigos, os Cães
Muito forte e robusto, é um cão que resiste bem ao esforço físico, sendo utilizado em algumas regiões da Itália como cão boiadeiro.
Até em razão de seu porte físico (o tamanho máximo permitido pelo padrão é de 77cm na cernelha – junção do pescoço com o tronco do cão), o Mastim não é um cão muito agitado ou ativo, mas apesar disso, é um cão que precisa realmente de espaço. Não costuma galopar, mas em compensação, tem uma forma de ‘trote’ muito característica, especialmente por causa do aspecto pesado que tem quando adulto.


Imagem do site do Canil  Signori D'ArezzoA principal característica do Mastim é o crescimento acelerado. Um filhote que nasce com cerca de 500 gramas, aos 2 meses pode pesar cerca de 12 kg e aos 6 meses chega até a 50 quilos. Assim, o principal cuidado com o filhote deve ser com a alimentação, que precisa ser rica em cálcio e vitaminas, procurando assim evitar os problemas advindos da carência desses nutrientes, como a descalcificação, displasia e problemas nas juntas.
A escolha do filhote deve ser pautada pela responsabilidade do criador. É fundamental que o novo dono conheça os pais e ateste seu bom temperamento.
Outros sinais físicos importantes para a escolha do filhote:
  • Quanto mais curto for o focinho, melhor. Caso seja longo, a pele tende a esticar com o crescimento e ele não terá, quando adulto, as rugas características da raça.28.jpg (9551 bytes)
  • Ainda quanto às rugas... elas se apresentam de 4 jeitos diferentes no filhote: há os que nascem com quase nenhuma (o que indica que não desenvolverá quando adulto); os que nascem com elas, mas depois as perde para sempre – o que acontece especialmente com os exemplares com focinho mais longo; os que nasces com rugas, as perde e mais tarde, entre 7 meses e um ano, fica enrugado de novo. Por último, o tipo considerado ideal, é o que nasce enrugado e assim permanece. Para saber a qual tipo pertence o futuro filhote, só mesmo vendo os pais.
Outro cuidado importante na escolha do filhote diz respeito à sua pigmentação. É fundamental que o nariz seja escuro, caso contrário é sinal de despigmentação e o padrão desqualifica. Os olhos podem ser azuis até os seis meses, mas depois devem escurecer, acompanhando a cor da pelagem.
O Mastim só atinge seu auge físico aos 3 anos de idade, quando pode chegar a pesar até 85 quilos.


Os principais (e mais graves) problemas do Mastim Napolitano são devidos à sua própria estrutura e constituição física.na2.jpg (10812 bytes)
  • Displasia coxo-femural – má-formação do encaixe do fêmur com a bacia. Pode ser tanto de origem genética ou como adquirida em razão da exposição do cão a pisos lisos. Não tem cura. Por isso, a escolha do filhote junto a um bom criador é fundamental, assim como a alimentação do filhote com rações de primeira qualidade e acompanhamento do veterinário quanto à adição de suplementos de cálcio e vitaminas.
  • Obesidade – o Mastim é considerado um ‘guloso por natureza’ e tem tendência a apresentar problemas de excesso de peso que pode comprometer a estrutura óssea. Para evitar esse problema, além de não dar comida ‘demais’, é importante exercitá-los sempre, com caminhadas diárias.
  • Torção gástrica – pode-se evitar esse problema dividindo a porção total de ração, evitando dar toda a comida de uma única vez.
  • Dermatite – O Mastim, especialmente o tipo mais enrugado pode apresentar problemas de acúmulo de sujeira e umidade na pele. Para evitar esse problema, é importante secar bem o cão após o banho ou exposição à chuva.

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